Uma cidade com um prefeito tão mal avaliado, segundo seus detratores, fez da crise uma "marolinha" e São Paulo ampliou a sua participação no PIB, enquanto as maiores cidades do mundo naufragavam. E olha que São Paulo não tem fazenda, plantação, criação de gado e a força do agronegócio, além de ter sido a mais preterida pelo governo do Lula. Veja abaixo.
A riqueza segue mal distribuída no País. Em 2009, apenas cinco municípios concentravam 25% da geração de renda do Brasil: São Paulo (12%), Rio de Janeiro (5,4%), Brasília (4,1%), Curitiba (1,4%) e Belo Horizonte (1,4%). No levantamento anterior, essa mesma fatia do Produto Interno Bruto (PIB) nacional estava distribuída entre seis municípios. No ranking dos dez maiores PIBs aparecem ainda Manaus, Porto Alegre, Salvador, Guarulhos e Fortaleza, segundo o estudo Produto Interno Bruto dos Municípios, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a riqueza gerada por São Paulo está longe de ser equiparada à das demais regiões da lista.
"Não dá para comparar São Paulo com outro município, só com outros Estados", afirma Sheila Zani, gerente da pesquisa do PIB dos Municípios. "O município de São Paulo gera mais renda que o Estado do Rio de Janeiro inteiro. O Estado do Rio gera 10% do PIB, enquanto o município de São Paulo gera 12%." Embora sempre na liderança do ranking de participação no PIB nacional, a fatia que cabe à capital paulista é volátil. Nos últimos anos, perdeu participação relativa graças ao crescimento da economia de outras cidades. Mas, na passagem de 2008 para 2009, São Paulo teve ligeira recuperação, passando de 11,8% para 12% no PIB nacional. (Da Agência Estado)

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