Ontem este blog publicou um post onde mostrava os últimos quatro anos da declaração de IR de Fernando Damata Pimentel. Em 2008 e 2009, imposto a resituir. Em 2010 e 2011, nem pagamento, nem restituição, apenas a expressão: saldo inexistente a pagar ou a restituir, o que é uma perfeição.
Obviamente e isto está no post, o ministro pode ter recebido cerca de R$ 1,3 milhão como distribuição de lucros e sua empresa, a P21, pode ter pago o imposto, destinando o valor restante para os sócios, como partilha de resultados. Assim, o rendimento não seria tributado na pessoa física, pois já teria sido na pessoa jurídica.
Acontece que é muito dinheiro. É uma montanha de dinheiro. E envolve contratos estranhos e prá lá de suspeitos com empresas e instituições empresariais com interesses na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, que foi comandada pelo ministro Pimentel. Tem empresa que Pimentel citou como cliente que nunca viu o mineiro na sua frente. Portanto, Pimentel também está faltando com a verdade sobre a origem dos seus estupendos rendimentos.
Fica então o desafio. Se Pimentel não tem nada a esconder, declare que recebeu os R$ 1,3 milhão como distribuição lucros da P21 e mostre o balanço da empresa, onde conste tal operação contábil. O Planalto mandou Pimentel mostrar tudo. Se mostrar as declarações de renda da pessoa física e da pessoa jurídica vai desfazer todas as dúvidas.

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