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Monday, November 14, 2011

Marina Silva vai ter filme sobre a sua vida. Os dias de hoje poderiam ser filmados em Cannes e Hollywood.

Marina Silva vai ter um filme sobre a sua vida. Quem paga ainda não se sabe, mas possivelmente a Lei Rouanet. Certamente não vai abordar o seu relacionamento com as ongs internacionais e o seu incessante trabalho para prejudicar a agricultura e a pecuária do Brasil no exterior e demonizar quem rala no campo e na terra. Certamente não vai contar os detalhes do seu relacionamento com grandes empresas como a Natura e a Klabin. Abaixo, uma entrevista concedida por ela e a diretora para a colunista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Folha - Por que a senhora relutou em aceitar o filme?
Marina Silva - Por causa da superexposição. O cinema faz tudo ter voz, rosto, apelo. Eu estava muito cuidadosa porque envolve outras pessoas. E havia uma resistência sobretudo dos meus filhos. Mas a Sandra conversou com minha família e eles aceitaram. Aceitei porque a proposta é que o filme registraria um período, não viria pra essa coisa da política. Isso me deixou mais confortável. Não queria misturar canais. Claro que as pessoas vão saber de quem se trata. Mas será muito mais um testemunho de vida para dialogar com os temas e as causas. 

( Comentário: Vejam o quanto ela estava desinteressada. Mas já que insistiram...)

Quais canais não queria misturar? O da política?
MS - As pessoas têm dificuldade em entender que sou muito recolhida. E, pra mim, isso tem muito mais a ver com a causa que com qualquer outro motivo. Se isso ajuda a fazer com que essa [minha] visão de mundo, que esses processos possam ser melhor acolhidos ou conscientemente rejeitados, acho que [o filme] vale a pena. A arte é uma das linguagens mais poderosas pra gente passar o que sente.
Sandra Werneck - [Com os olhos marejados] Fiquei emocionada! 

( Comentário: Muito recolhida, não acham? Para botar ONGs dentro do Palácio do Planalto para dar golpe na democracia, apoiada pelo seu amiguinho Palocci, ela não foi nada recatada.) 

Fez algum pedido especial?
MS - Eu procuro ser cuidadosa com a história das pessoas. Não tenho direito de invadir a história delas para dar um enquadramento à minha.  

( Comentário: vai, de novo, se lambuzar no sangue de Chico Mendes...) 

Algum tema ficará de fora?
MS - Qualquer coisa que pareça instrumentalização política, não gostaria que entrasse. Quero que seja uma história sem negar que sou uma pessoa que está na política desde os 17 anos. A arte não pode ser do PT, do PV.   

(Vejam a esperteza. Ela quer estar acima do PT e do PV, afinal de contas em 2012, quando o filme for lançado, ela estar fundando um novo partido) 

Assistiu ao filme sobre Lula?
MS - Ainda não. Quero ver completamente descontaminada de qualquer coisa. As pessoas próximas [do Lula], por mais que tenham algum senão ao filme, disseram que choraram muito. É um pouco a nossa história. Eu, só de começar a falar aqui, quero chorar. Aí vou ver o filme? [Já me emociono] quando lembro de tudo o que a gente passou, dos momentos que o Lula ia lá no Acre e a gente ficava no maior vexame para não fazer reuniões [do PT] com quase ninguém. Vou esperar um momento mais adequado para assistir.  

( Não viu? Duvido!) 

O Lula aparecerá no filme?
MS - Aí não sei. Acho que o Lula histórico talvez.
SW - Acho muito complicado. É claro que histórias do Lula estarão presentes, mas não um ator.  

( Não quer ninguém roubando a cena, mas aceita roubar um pouco do prestígio do ex-presidente, é claro)

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