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Friday, November 25, 2011

O requiém de um mentiroso.

José Eli da Veiga, professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), assina um artigo raivoso no Valor Econômico contra o novo Código Florestal, intitulado "Requiém do Código Florestal" , eivado de mentiras contra a produção nacional e contra a sua representação politica, democraticamente eleita e democraticamente majoritária no Congresso Nacional. Mostra o quanto o meio acadêmico brasileiro é contaminado por um socialismo imbecil baseado na pregação do ódio entre classes e da mentira travestida de pesquisa. Destaco um parágrafo do referido texto:

Grande parte dos imóveis com área de até quatro módulos fiscais são bucólicas chácaras de recreio de privilegiadas famílias urbanas. Com certeza, muitos dos membros do Congresso passam alguns de seus fins de semana em propriedades desse tipo, mesmo que não lhes pertençam, por serem de parentes ou amigos. O viés chega a ser escandaloso, pois tais imóveis nada têm a ver com aquilo que muitos parlamentares adoram chamar de "setor produtivo".

É ou não é um absurdo que tal cavalgadura tenha espaço em um jornal do porte de um Valor Econômico para publicar tal idiotice? Isto indica ou não indica que a imprensa, junto com as universidades e uma parte da igreja, são os sustentáculos para a grande mentira ambientalista que tomou conta do país, liderada por Madre Marina do Xapuri, a viúva ideológica de Chico Mendes, o mártir produzido pela incitação à violência e ao conflito fomentada pelas ongs internacionais e pelas pastorais da igreja? Querem os verdadeiros números? Querem ver o argumento de um  mentiroso "acadêmico" destruído?

1. Um módulo rural equivale a 24 hectares em São Paulo e a 100 hectares no Mato Grosso, pois a sua dimensão varia de estado para estado. Assim sendo, o Código Florestal fala de áreas que podem ter 96 hectares em São Paulo e 400 hectares no Mato Grosso.

2.  Um desafio ao "pesquisador", baseado apenas no conhecimento emípírico: será que ele poderia identificar um único morador urbano que tenha tido o privilégio de adquirir um sítio, que o fez para desmatar, devastar, depredar ou é exatamente o contrário? Que tenha esfregado as mãos e dito: ahá, agora vou ali destruir aquela APP e aquela RL, seus ambientalistas de uma figa! Ao contrário, qual a primeira medida que o feliz proprietário de um sítio toma? Não é comprar mudas, plantar frutíferas, cultivar árvores nativas,  preservar a natureza, transformar o seu espaço rural em pequeno um paraíso ecológico?

3. Por fim, existem 5.175.364 propriedades rurais no Brasil, das quais 4.590.448 tem até 4 módulos.  Isto perfaz 88,7% das roças, fazendolas e lavouras do pais. Estes números são do Censo Agropecuário do IBGE, realizado em 2006. Soletrando para o articulista: A-GRO-PE-CU-Á-RIO. Diz respeito a propriedades rurais, aquelas que ele chama de sítios de final de semana. Estas pequenas propriedades ocupam 95 milhões de hectares. E já que ele é de São Paulo, que saiba que 84,1% das propriedades rurais têm até 4 módulos. Provavelmente, o morango que o Veiga come, a alface que ele engole e a galinha que ele frita está vindo de uma pequena propriedade. Se ele quiser mais números, faça contato, que este Blog tem uma imensa planilha para enfiar goela abaixo deste mentiroso.

Por fim, uma informação escancara a verdade. O antepenúltimo artigo de Veiga,  lançado no seu currículo Lattes, como produção ciientífica, é " Marina Silva - candidata verde a la presidencia de Brasil 2011", publicada na revista Ecología Política, v. 38, p. 105-111, 2010. Dá para dar ouvidos às mentiras ridículas de um militante político fantasiado de pesquisador? Só mesmo o Valor Econômico, que, ao que parece, economiza valor quando se trata de escolher os seus articulistas.

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