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Wednesday, November 9, 2011

PSD e PSB azeitam aliança.

Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, declarou que não é candidato à prefeitura de São Paulo. Além disso, prega o ingresso do PSD na base aliada do governo Dilma, muito mais do que simplesmente apoiar projetos e programas que estejam dentro das diretrizes partidárias. Seria surpresa se o ex-tucano, depois de ficar oito anos no governo petista, pregasse algo diferente. Tem independência para tomar as suas posições, enquanto o partido se estrutura.

Em termos de estrutura, o PSD ultrapassou o PT em número de prefeitos no Brasil.  Filiou 559 prefeitos, o que deve tornar a recém-criada legenda a terceira maior em número de governos municipais. A expectativa é que a sigla comandada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ultrapasse o PT. O PT elegeu 560 prefeitos na eleição de 2008, mas como o PSD conseguiu cooptar alguns deles, deverá cair para a quarta colocação. O partido ainda não fez um balanço com os nomes e as siglas de origem dos prefeitos, mas calcula que até dez petistas tenham aderido. As siglas que lideram o ranking são PMDB e PSDB, que elegeram, respectivamente, 1.199 e 790 prefeitos em 2008. Ambos tiveram baixas consideráveis para o PSD, mas não a ponto de perderem sua posição.

Por último, ontem  PSD e PSB formaram uma aliança na Câmara Municipal de São Paulo, formando um bloco majoritário e sinalizando que estarão unidos nas eleições municipais de 2012. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), porém, conta com o PSB na coligação tucana. O partido ainda compõe a base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT).O bloco defende que o melhor cenário seria enfrentar o PT formando uma coligação com PSDB, PSD e PSB. Ontem, José Serra (PSDB) afirmou que a aliança com o PSD seria ótima. Melhor se dissesse que é necessária. No plano nacional, PSD e PSB discutem um bloco na Câmara dos Deputados, que teria 78 parlamentares -menos do que PT, que tem 87, e PMDB, com 79. O PSB já está unido em bloco de 63 deputados com PTB e PCdoB. A união dos quatro partidos teria força para influenciar na escolha do presidente da Casa em 2013, hoje nas mãos do PMDB.

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