Dilma está em dificuldades para aprovar a prorrogação da DRU até 2015. Vai acabar conseguindo, mas a postergação só está fazendo com que exista um verdadeiro balcão de negócios na Câmara, com uma compra aberta de votos, por meio da aprovação de emendas parlamentares. Não esquecer que, com o apoio do PSDB e do DEM, Lula recebeu a rorrogação da atual aprovação em 20 de dezembro de 2007. Para Dilma, PSDB e DEM não querem dar a mesma condição de manejar mais de R$ 60 bilhões fora do Orçamento. A DRU foi criada em 1994, por FHC, para que governo tirasse dinheiro da verba das áreas sociais (educação e saúde), podendo aplicá-las em outros fins, especialmente para o pagamento de juros da dívida pública. FHC ainda não se manifestou sobre isso.
O governo não conseguiu finalizar na Câmara a votação da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até dezembro de 2015. Apesar de seu empenho da presidente Dilma Rousseff e da farta liberação de recursos de emendas parlamentares, os deputados concluíram apenas o 1º turno da emenda constitucional. Com o atraso na conclusão da votação na Câmara, a aprovação da DRU para valer no Orçamento do próximo ano ficará praticamente nas mãos do Senado que terá de correr para votar antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro. Os deputados só votarão o segundo turno no dia 22 de novembro; só então a proposta pode seguir para o Senado. Os senadores terão até o dia 22 de dezembro, último dia de trabalho do ano antes do recesso, para aprovar a DRU - o mecanismo que permite à presidente movimentar livremente 20% das receitas orçamentárias.

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