Senadores e governadores derrotados em 2008 buscam, na vereança, o difícil recomeço em 2012.
Depois de comandar a cidade do Rio de Janeiro por três vezes e ser derrotado nas eleições do ano passado na disputa por uma vaga no Senado, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) promete ressurgir das cinzas levando a reboque uma dezena de vereadores para as 51 vagas da Câmara carioca. 'Ao todo, estimamos 8 no mínimo e 11 no máximo', revela Maia, ao especificar o número de vereadores que pretende eleger no rastro de sua candidatura.
O mesmo raciocínio é usado pelos defensores da candidatura do ex-senador e hoje conselheiro da Embaixada do Brasil em Portugal Arthur Virgílio (PSDB-AM). Sem conseguir se reeleger para o Senado, o tucano cogita candidatar-se a uma das 38 vagas de vereador na Câmara Municipal de Manaus. 'Se ele (Arthur Virgílio) realmente se candidatar, nós imaginamos que vamos eleger uns dez vereadores na cidade', aposta o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE).
O ex-deputado Fernando Gabeira (PV) é outro que se prepara para entrar na corrida por uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. Candidato derrotado à prefeitura da cidade, na disputa de 2008, e ao governo do Estado do Rio, no ano passado, Gabeira tem tudo para ser um grande puxador de votos nas eleições de 2012. Mas, por enquanto, o deputado prefere manter sua candidatura em clima de suspense na tentativa de evitar que, no seu rastro, o PV decida lançar uma enxurrada de candidatos a vereador.
O ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é outro que poderá entrar na disputa por uma das 41 cadeiras da Câmara Municipal de Fortaleza. Atual presidente do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, Tasso tenta se reerguer politicamente com o lançamento da candidatura do ex-deputado Moroni Torgan (DEM) para a prefeitura da capital cearense. Outro que tenta chegar ao posto de vereador, pela cidade de São Paulo, é o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva. (Com informações da Folha de São Paulo)

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